Realizada durante a festa da posse da presidenta Dilma Rousseff, no dia 1º de janeiro de 2011, a serviço do Ministério da Cultura, com edição de Marcelo Carota. Link: http://www.cultura.gov.br/site/2011/01/02/festa-da-posse-4/
Escolhida pela presidenta
Fernanda Takai, nascida em Serra do Navio (AP), ganhou projeção nacional com a banda mineira Pato Fu, formada em meados dos anos 1990, da qual tornou-se vocalista. Em 2007, lançou o álbum Onde Brilhem os Olhos Seus, tributo à cantora Nara Leão, eleito pela Academia Paulista de Críticos de Arte o melhor disco de MPB daquele ano.
No show realizado neste sábado (1º), na Praça dos Três Poderes, cantou “Diz Que Fui Por Aí”, de Nara Leão, a balada “O Ritmo da Chuva”, “Sobre o Tempo” (que, em 1995, deu ao Pato Fu o troféu de Artista Revelação na premiação da MTV brasileira), “Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos”, que Roberto Carlos compôs para Caetano Veloso, que estava no exílio, e, em duteto com Zélia Duncan, “Eu Sei”, da Legião Urbana.
Sua participação no show Cinco Ritmos do Brasil, com estrelas femininas da MPB, foi solicitada diretamente pela presidenta Dilma Rousseff, sua fã declarada.
Você sempre deixou bem claro que, em shows do Pato Fu, não toca o repertório solo e vice-versa. O que a levou a fazer este repertório misturado?
Você viu, né? [risos]. Então, eu nunca fiz isso assim, em público, mas já havia feito poucas vezes, em momentos muito reservados. Tem a ver com o momento. Mas, num palco, realmente é a primeira vez em que eu misturo os repertórios.
E o que este momento tem de tão especial?
Eu fui escolhida pela presidenta Dilma para representar o pop, não uma fase específica da minha carreira. Achei que era um momento interessante para abrir essa concessão.
O que representa para você estar entre as atrações dessa festa da posse do novo governo federal?
Ter no poder uma mulher como a presidenta Dilma é muito importante. Ela é extremamente competente e uma entusiasta da educação. O fato de ela ter pedido um show com cinco mulheres dá um bom sinal de que esse governo vai tentar fazer com que todo mundo se sinta representado.