VictorRib

19 fevereiro, 2010

Veganos e vegetarianos

Filed under: Jornal — Victor Ribeiro @ 22:49
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Essa foi para o Jornal de Brasília, em agosto de 2009. Não lembro o título que levou:

Para quem pensa que o debate ético está restrito ao mundo político, é bom saber que a conversa chegou à cozinha. E não  é exatamente uma novidade. Em meados do século XX, um grupo de vegetarianos decidiu radicalizar seus hábitos e criou o veganismo. É uma filosofia que leva em consideração princípios éticos baseados nos direitos à vida dos animais. Além de não comer, também não usam utensílios nem roupas de origem animal.

O aspecto básico no comportamento de um vegano e que o destingue de um vegetariano são os hábitos alimentares, que excluem carne, leite e derivados, gorduras e outros pratos de origem animal. O designer Rafael Bessa, 22 anos, não sente falta destes alimentos. Ele conta que se tornou vegano há três anos e levou um mês para se adaptar à nova dieta. “Você começa a fazer um julgamento ético do que está comendo e percebe que não vale a pena matar um ser vivo apenas para satisfazer seu paladar”, explica.

Já  Ingrid Baraldi encontrou no veganismo uma forma de ganhar dinheiro. Ela tem 17 anos, é estudante e aumenta a mesada vendendo sanduíches veganos em shows de hardcore. Ingrid aderiu há três anos ao vegetarianismo, porque “todos os seres têm a sua hora de morrer e não é o homem quem deve decidir isso, apenas para satisfazer sua gula”, justifica. Ela não sente necessidade de visitar regularmente um nutricionista, porque a própria mãe planeja sua dieta, enquanto Rafael Bessa se consulta anualmente com um nutricionista e só sente falta de mais opções de restaurantes voltados para veganos em Brasília.

Mas não é tão difícil encontrar opções. O empresário Vitor Pontes, de 62 anos, abriu seu primeiro restaurante em 1970, quando entrou na onda macrobiótica. Há oito inaugurou o primeiro de seus dois restaurantes em Brasília. Ele acredita que a maior dificuldade em manter um negócio vegetariano é convencer as pessoas que “comida natural não é comida para doente. Tem que ter gosto, tempero”. O prato indispensável nos restaurantes é a moqueca de banana. Há quatro anos, Vitor passou a incluir peixe e frango orgânico no cardápio, como opção para quem quiser uma refeição natural, mas com carne. Ele mesmo admitiu que, desde esta época, eventualmente come estes tipos de carne.

O empresário é o que tem a alimentação de melhor qualidade, segundo a nutricionista Renata Zandonadi. Ela é contra as dietas que excluem grupos alimentares, porque podem resultar em doenças, causadas pela deficiência de nutrientes. “Os vegetarianos podem estar expostos a anemias, distúrbios neurológicos e imunodeficiências. Acredita-se que a má absorção decorrente de fatores nutricionais ocorra em função do excesso de fitatos presentes nos cereais, castanhas, leguminosas e oleaginosas e pela dificuldade de digestão e absorção das proteínas consumidas, que podem conduzir a reações imunológicas na mucosa intestinal”, explica. “Com a retirada das proteínas de origem animal, os vegetarianos tendem a buscar equilíbrio protéico com consumo basicamente de leguminosas – como feijão, soja, lentilha -, quinua e glúten. Com a combinação destes alimentos é possível obter um aminograma completo, porém nem todos os nutrientes são supridos”, completa a nutricionista.

Para tirar dúvidas sobre que alimentos comer numa dieta vegana ou vegetariana, uma consulta com um nutricionista e uma pesquisa na internet podem ajudar bastante. Na rede, a equipe do blog “SAC Vegano” <sacvegano.com.br> lista empresas de diferentes setores que não fazem testes nem usam animais como matéria-prima para seus produtos.

Para quem pensa que o debate ético está restrito ao mundo político, é bom saber que a conversa chegou à cozinha. E não  é exatamente uma novidade. Em meados do século XX, um grupo de vegetarianos decidiu radicalizar seus hábitos e criou o veganismo. É uma filosofia que leva em consideração princípios éticos baseados nos direitos à vida dos animais. Além de não comer, também não usam utensílios nem roupas de origem animal.
O aspecto básico no comportamento de um vegano e que o destingue de um vegetariano são os hábitos alimentares, que excluem carne, leite e derivados, gorduras e outros pratos de origem animal. O designer Rafael Bessa, 22 anos, explica que não sente falta destes alimentos. Ele conta que se tornou vegano há três anos e levou um mês para se adaptar à nova dieta. “Você começa a fazer um julgamento ético do que está comendo e percebe que não vale a pena matar um ser vivo apenas para satisfazer seu paladar”, justifica.
Já  Ingrid Baraldi encontrou no veganismo uma forma de ganhar dinheiro. Ela tem 17 anos, é estudante e aumenta a mesada vendendo sanduíches veganos em shows de hardcore. Ingrid aderiu há três anos ao vegetarianismo, porque “todos os seres têm a sua hora de morrer e não é o homem quem deve decidir isso, apenas para satisfazer sua gula”, explica. Ela não sente necessidade de visitar regularmente um nutricionista, porque a própria mãe planeja sua dieta, enquanto Rafael Bessa se consulta anualmente com um nutricionista e só sente falta de mais opções de restaurantes voltados para veganos em Brasília.
Mas não é tão difícil encontrar opções. O empresário Vitor Pontes, de 62 anos, abriu seu primeiro restaurante em 1970, quando entrou na onda macrobiótica. Há oito inaugurou o primeiro de seus dois restaurantes em Brasília. Ele acredita que a maior dificuldade em manter um negócio vegetariano é convencer as pessoas que “comida natural não é comida para doente. Tem que ter gosto, tempero”. O prato indispensável nos restaurantes é a moqueca de banana. Há quatro anos, Vitor passou a incluir peixe e frango orgânico no cardápio, como opção para quem quiser uma refeição natural, mas com carne. Ele mesmo admitiu que, desde esta época, eventualmente come estes tipos de carne.
O empresário é o que tem a alimentação de melhor qualidade, segundo a nutricionista Renata Zandonadi. Ela é contra as dietas que excluem grupos alimentares, porque podem resultar em doenças, causadas pela deficiência de nutrientes. “Os vegetarianos podem estar expostos a anemias, distúrbios neurológicos e imunodeficiências. Acredita-se que a má absorção decorrente de fatores nutricionais ocorra em função do excesso de fitatos presentes nos cereais, castanhas, leguminosas e oleaginosas e pela dificuldade de digestão e absorção das proteínas consumidas, que podem conduzir a reações imunológicas na mucosa intestinal”, explica. “Com a retirada das proteínas de origem animal, os vegetarianos tendem a buscar equilíbrio protéico com consumo basicamente de leguminosas – como feijão, soja, lentilha -, quinua e glúten. Com a combinação destes alimentos é possível obter um aminograma completo, porém nem todos os nutrientes são supridos”, completa a nutricionista.
Para tirar dúvidas sobre que alimentos comer numa dieta vegana ou vegetariana, uma consulta com um nutricionista e uma pesquisa na internet podem ajudar bastante. Na rede, a equipe do blog “SAC Vegano” lista empresas de diferentes setores que não fazem testes nem usam animais como matéria-prima para seus produtos.
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